segunda-feira, 30 de junho de 2014

O futuro do jornal impresso :-P

Foto: Reprodução da Internet/www.bluebus.com.br

Muitos têm se perguntado sobre o futuro do jornal impresso diário. Com tanta informação disponível em tempo real e gratuitamente na internet, imaginava-se que o jornal, coitado, estaria chegando ao fim.

Nunca concordei com esta tese. Sempre achei que o jornal teria que se reinventar - mas ninguém, até agora, tinha achado a fórmula. Ou até testaram algumas fórmulas sem muito sucesso.

Matérias mais profundas, analíticas, radicalmente mais substanciais que o hard news? Sim, mas os jornais até agora não têm dado espaço a matérias assim. Papel é caro, e matérias profundas necessitam de muito espaço, basta observarmos os veículos especializados (Valor Econômico, a finada Gazeta Mercantil etc.). Sabemos que, ao menos na imprensa diária local, as páginas sem anúncio (as chamadas "páginas limpas") são cada vez mais raras.

Linguagem de revista? Sim, mas as revistas continuarão existindo e sempre terão qualidade infinitamente superior. Inclusive jornalisticamente, porque suas equipes estão focadas em produzir aquele tipo de produto cuja periodicidade é semanal, mensal, bimestral etc.

Enfim, as apostas vêm sendo feitas. Mas hoje li uma notícia no BlueBus sobre a possibilidade de, no futuro, termos jornais como o Profeta Diário da saga Harry Potter, nos quais as fotos têm vida.

"Um projeto chamado ‘Interactive Newsprint’, da companhia britânica Novalia, em parceria com as universidades de Central Lancashire, Dundee e Surrey, está tentando conectar os jornais de papel à internet. A ideia é que eles tenham botoes impressos que, quando pressionados, tocam o áudio das notícias, por exemplo, além do botao ‘Like’ do Facebook – você curte no impresso e a história é compartilhada na rede social."

Fiquei animada! Se toca áudio, também pode ser capaz de tocar vídeo. Que venha logo essa inovação.

Outra notícia que li hoje sobre mídia em geral foi na Rolling Stone. O Skype está lançando uma nova ferramenta de tradução simultânea. Parece que passou no teste, pois o site traz um vídeo com uma pessoa falando alemão e outra inglês, e aparentemente elas se entendem.

Agora só falta inventarem o chip de Neuromancer (o romance de William Gibson que inspirou a série cinematográfica Matrix), que colocado sob a pele nos habilita a falar vários idiomas. Simples assim. É só plugar.

A conferir!


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