sábado, 13 de abril de 2013

Qual será o futuro das redes sociais?


Se a interação é o segredo do sucesso do Facebook, encarar a mobilidade de frente será o grande desafio das novas ferramentas

Publicado em 03/04/2013, às 07h00

Bárbara Buril

O estudante Fausto Paiva deu adeus ao Facebook e diz viver bem sem ele / Michele Souza / JC Imagem

O estudante Fausto Paiva deu adeus ao Facebook e diz viver bem sem ele

Michele Souza / JC Imagem

O Google, na web 1.0, consagrou-se por fazer o trabalho de organizar o caos informativo da internet com um mecanismo de busca funcional e clean. Na web 2.0, a interação impera e o símbolo mais destacado dela, nos tempos atuais, é o Facebook. Sem dúvida, a ferramenta consegue hoje reunir diversas funcionalidades interativas: serve para conversar, jogar, compartilhar status, agrupar fotos, assistir a vídeos e até para trabalhar, a depender do ofício.
Graças às diferentes possibilidades da rede, ela consegue atrair um total de 1 bilhão de usuários. Mas por quanto tempo esse “polvo” extremamente funcional continuará em alta? Não se sabe dizer com certeza, até porque um estudo da empresa de consultoria em mídias sociais, Social Bakers, mostrou que, nos últimos três meses, nada menos que 4,5 milhões de usuários do Facebook abandonaram o site nos EUA e no Reino Unido.
No Brasil, o número cresce, no entanto, há pessoas que deletaram o perfil na rede, como o estudante de arquitetura Fausto Paiva. Ele sentia que estava sendo bombardeado por propagandas e informações bobas. Desfocado do estudo e do trabalho “para nada”, como ele define, disse adeus à rede e diz viver muito bem sem ela. 
Hoje, Fausto conversa com os amigos por Gtalk, e-mail e celular. “Realmente, perco o contato com amigos distantes, mas os próximos eu encontro sempre”, conta o estudante, que se comportou exatamente como preveem os especialistas: buscou mobilidade e ferramentas simplificadas, que vão de encontro à oferta excessiva do Facebook
Assim, que tipo de inovação terá que desenvolver para segurar toda essa multidão de usuários mundo afora quando a comunicação estiver, por exemplo, completamente adaptada aos dispositivos móveis? Como será a rede social do futuro? A maior parte dos estudiosos ainda não tem uma resposta definida sobre isso, mas as tendências apontam que, para ter sucesso, a ferramenta que ligará indivíduos deverá nascer sob o signo da mobilidade. Segredo até então dominado pelo Instagram e o Whatsapp. 

Publicado no Jornal do Commercio em 03/04/2013.

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